sábado, 30 de julho de 2011

Impressões de um dia offline

Enquanto escrevo isso, apenas o meu e-mail está aberto. O gtalk, o facebook, o twitter, o msn, enfim, todas as redes sociais estão fechadas. A internet do celular, desligada desde ontem à noite.

Para quem não é um forever online, isso pode soar banal. Mas quem é sabe que existe uma compulsão pela internet, um vício: estar online. Assim como a esmagadora maioria das pessoas não consegue passar um dia sem ligar a TV, nós não ficamos um dia sem a internet.



Com o advento das redes sociais, esse vício culminou no comportamento forever online, que aqui eu caracterizo como estar sempre disponível na internet. E não adianta estar com o status ocupado, ausente, invisível, você está lá. E há pessoas que sempre sabemos invisíveis, então é como se elas estivessem online.

A questão não é abolir a internet da noite para o dia. A internet, como tudo na vida, tem suas vantagens e desvantagens. É preciso saber aproveitá-la da melhor maneira possível, sem se tornar apenas escravo de mais um vício.

Nesse momento, por exemplo, eu estou utilizando a internet, até porque hoje em dia a quase totalidade dos empregos possui um computador conectado e ele é necessário para a execução das tarefas diárias. O diferencial é que, sem as redes sociais, pode-se ter mais foco, não só nas tarefas do trabalho, mas em outras coisas que se queira fazer na internet, como ler notícias, livros, textos, atualizar o blog, assistir a um vídeo.

Eu consigo até perceber uma tranquilidade nova de não estar esperando por nenhum alerta sonoro de nova mensagem, de não olhar o msn e o gtalk a cada cinco minutos para ver quem está online, de não dividir minha atenção em três, quatro conversas com temas diferentes, de não mudar de aba o tempo todo para ver se há alguma atualização. Uma coisa inédita: desde o terceiro parágrafo deste texto não mudei de aba uma só vez.

Há muitas coisas que queremos fazer na internet, entre elas conversar com nossos amigos, mas às vezes vale a pena descansar um pouco desse frenesi diário que é estar online.

E, principalmente, há muitas coisas que queremos e precisamos fazer fora da internet, longe do computador, longe da televisão (essa eu aboli mesmo, recomendo).

Afinal, o que é que nós tanto queremos saber da vida alheia, quando temos uma espinhosa jornada de autoconhecimento para trilhar?



Faça a experiência. Fique offline, desligue a TV, desligue o computador e observe quais vantagens isso traz a você.

*Texto escrito em 29 de julho, o dia offline

Um ótimo artigo para acompanhar o dia offline:
Facebook– Pied Piper of the New World Order’s technological control grid
Referência: Pied Piper of Hamelin (O Flautista de Hamelin)

Nenhum comentário: