Para quem não é um forever online, isso pode soar banal. Mas quem é sabe que existe uma compulsão pela internet, um vício: estar online. Assim como a esmagadora maioria das pessoas não consegue passar um dia sem ligar a TV, nós não ficamos um dia sem a internet.
Com o advento das redes sociais, esse vício culminou no comportamento forever online, que aqui eu caracterizo como estar sempre disponível na internet. E não adianta estar com o status ocupado, ausente, invisível, você está lá. E há pessoas que sempre sabemos invisíveis, então é como se elas estivessem online.
A questão não é abolir a internet da noite para o dia. A internet, como tudo na vida, tem suas vantagens e desvantagens. É preciso saber aproveitá-la da melhor maneira possível, sem se tornar apenas escravo de mais um vício.
Eu consigo até perceber uma tranquilidade nova de não estar esperando por nenhum alerta sonoro de nova mensagem, de não olhar o msn e o gtalk a cada cinco minutos para ver quem está online, de não dividir minha atenção em três, quatro conversas com temas diferentes, de não mudar de aba o tempo todo para ver se há alguma atualização. Uma coisa inédita: desde o terceiro parágrafo deste texto não mudei de aba uma só vez.
Há muitas coisas que queremos fazer na internet, entre elas conversar com nossos amigos, mas às vezes vale a pena descansar um pouco desse frenesi diário que é estar online.
Afinal, o que é que nós tanto queremos saber da vida alheia, quando temos uma espinhosa jornada de autoconhecimento para trilhar?
Faça a experiência. Fique offline, desligue a TV, desligue o computador e observe quais vantagens isso traz a você.
*Texto escrito em 29 de julho, o dia offline.
Um ótimo artigo para acompanhar o dia offline:
Facebook– Pied Piper of the New World Order’s technological control grid
Referência: Pied Piper of Hamelin (O Flautista de Hamelin)
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