quinta-feira, 14 de abril de 2011

Os 25 há cinco

Eu estou tão fora de órbita mesmo com os últimos acontecimentos nas minhas vidas pessoal, espiritual, social, profissional, universal (como se desse pra separar uma da outra), que nem havia percebido que meu aniversário se aproxima.

Como é interessante e oportuna a dinamicidade da vida. O encadeamento ilusório dos acontecimentos ora parece obedecer a uma lógica universal, ora parece não obedecer a lógica alguma. E mesmo que esse encadeamento possa não existir de fato, ele é bem didático para uma autoanálise.

Seja como for, a vida flui.



Há cinco anos eu estava na faculdade, estudando paralelamente para concursos, tinha um namorado (o/) e imaginava que vinte e cinco anos era uma boa idade para casar/juntar/settle down com alguém e quem sabe um filho aos vinte e sete, se desse na telha. Não sei bem se eu pensei isso aos vinte, mas foi por aí, os números se confundem, 20, 25, 27, whatever. O importante é que eu lembrei disso hoje e ri. Tudo mudou tantas vezes que agora me parece até absurdo planejar para cinco anos na frente. Ou pra um ano. Ou pra um mês. Ou pra uma semana. Tá, ainda planejo pro dia seguinte, mas estou trabalhando nisso.

Várias das palavras que conheço hoje não existiam ainda no meu vocabulário. Vários dos paradigmas do passado já estão quebrados. A mente está mais desperta, mais consciente, a caminho da liberdade plena. O coração está bem melhor também. Cronologicamente, um ano se passou, mas quem é que existe cronologicamente? O modo como sentimos a nossa existência é o que conta.

Então eu me pergunto: concretizar um plano é mesmo uma coisa boa ou será que isso só mostra que a gente estacionou em um determinado mindset?

Observando o quanto somos capazes de mudar em absolutamente todos os aspectos, chego à conclusão de que fazer um plano de longo prazo, se você se tornar obsessivo com relação a ele, perseguindo-o mesmo que o fluxo da vida esteja indo em um rumo diferente, é como lutar contra o seu próprio processo evolutivo.

Just for the records, fazer planos é diferente de fazer escolhas. E a vida segue por meio de escolhas, não de planos.

Como eu acho que estará minha vida daqui a cinco anos?


A change of plans is something to be welcomed.  
Yay! I changed again!

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