quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Coq au vin

Eu estaria mentindo se dissesse que tudo começou com as unhas azuis, mas penso que foi de tanto observá-las que percebi, visualmente, que de fato venho me des(cons)truindo ao longo dos últimos três anos. É como se eu precisasse edificar o meu templo sobre os escombros, e não sobre a terra limpa. Tudo que eu construí em cima da terra infértil do radicalismo, absolutamente tudo está em ruínas.

Não me percebi imediatamente nesse processo de desconstrução. Assim que as primeiras bases das minhas ilusões ruíram, apenas me lancei à depressão, como todos o fazem. Lugar comum da desilusão. Mas tudo que sucedeu, em uma velocidade incrível, foi o anti-cristo do meu "eu" anterior.