sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Ansiedade e paranoia

É engraçado como, a cada acontecimento que mexe com meus interesses, minha mente tende inevitavelmente para a especulação, da qual pelo menos 80% é paranoia. Digamos que ocorra um fato x que me deixe ansiosa. Minha mente imediatamente começará a desdobrar x em y, z, w, ad infinitum, criando situações prévias ou decorrentes de x, sem que, no entanto, qualquer delas tenha de fato acontecido.

Não obstante, as emoções decorrentes das situações criadas são reais. É possível sentir todo tipo de coisa pelo simples fato de ter criado uma situação na imaginação.

Dessa forma, é imprescindível estabelecer um limite para o pensamento paranoico. Isso porque o simples fato de refletir sobre as coisas demonstra uma preferência ou uma característica individual. Quem reflete, pensa, não vai deixar de fazê-lo de uma hora para outra, pois isso seria absurdo, autoritário e prejudicial.

No momento em que tentamos cercear nossos desejos, violentamos a nós mesmos. Se pensar é preciso, devemos pensar. Mas não devemos deixar de tentar aprimorar cada vez mais os nossos pensamentos.

Dito isto, sabendo que os pensamentos paranoicos especulativos virão, o que fazer para controlar a ansiedade decorrente do fato x?

1. Ater-se aos fatos. Diagnosticar as situações criadas pela mente e parar de pensar sobre elas. Fora o fato x, em geral, existem outros fatos reais. Pense sobre eles.

2. Assim como existe a gaveta da bagunça no Feng Shui, abra a sua gaveta mental de pensamentos paranoicos. Permita-se pensar o que quiser durante um curto espaço de tempo. Depois, feche essa gaveta e volte para a realidade.

3. Evite comentar com outras pessoas sobre pensamentos paranoicos, principalmente com pessoas que alimentarão ou serão influenciadas pela paranoia.

A ansiedade existe e só tende a piorar se dermos espaço para esses pensamentos.

O poder da mente é enorme, tanto podemos migrar para uma realidade paralela dentro de nossa própria cabeça, como podemos treinar esse poder para conseguirmos cada vez mais autocontrole.
 
25 de agosto de 2010