sexta-feira, 25 de junho de 2010

Layla

Por quanto tempo ainda podemos viver aqui, onde a noite nunca termina, onde jamais temos sono ou cansaço e a luz do sol nunca chega para levar embora cada sonho que tivemos? Como prolongar o momento antes de as cores perderem seu brilho, as expressões tornarem-se sérias, as rotinas estenderem seus longos braços sobre nós, obliterando a poesia recém cantada?

Ah, as noites eternas dos amantes. Que graça haveria em cantar dos amantes os momentos em que a implacável luz sobre deles desaba, escondendo as verdades do coração e da alma e expondo as dúvidas e fraquezas que a noite sabiamente oculta.

E o dia não sabe o que a noite encerra, assim como a noite nada sabe sobre o dia. Por isso, ao acordar, tememos olhar para o lado e vislumbrar, talvez, uma individualidade já oculta sob as máscaras cotidianas. Por isso também, ao acordar, talvez olhemos para o outro lado, por medo de sermos surpreendidos com a face limpa em plena luz do dia.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Chest of sorrow


Oh shiny little things I treasure
wish I could put y'all in a box
and take with me for lands unknown
where all the things I'll treasure
sure will fit in this tiny little chest

all but love - treasure of the treasures
which may remain unknown

for in the love I leave my soul is trapped