segunda-feira, 12 de abril de 2010

All of a sudden...

É operada primeiramente uma reviravolta no estômago. Tudo estava tão terrível, entediante, repetitivo, doente até. Faltava motivação, empenho, energia, todas essas coisas que fazem a gente acordar feliz para um novo dia. Fearless.

Com um telefonema, esse ciclo foi quebrado. A partir de agora, quer as coisas façam sentido ou não, haverá toda uma nova energia para se transformar em realizações. As tarefas maçantes que devem ser terminadas terão também outra cara. Não se parecerão mais com uma prisão, um túnel sem luz no fim, mas, sim, com um cronômetro em contagem regressiva.

Sweet days ahead. Just smile.

Existindo

Escrevi recentemente sobre desacelerar, viver plenamente, e sobre as ilhas desertas, aqueles momentos em que a solidão é tão necessária e até mesmo prazerosa. O encontro consigo mesmo, a chance de entender o vazio, às vezes monstruoso, que há em cada um. Encontro que não é possível quando estamos principalmente concentrados nas buscas materiais.

O vazio, a falta de motivação, a falta de sonhos, metas, tudo isso me faz pensar em qual seria o objetivo de cada vida sobre a Terra. É fato que para cada vida há um objetivo. Entretanto, também é fato que muito dificilmente conheceremos o nosso próprio objetivo, pela própria natureza da vida nesse planeta. Dessa forma, o questionamento talvez não seja qual o objetivo da minha existência, mas o que posso realizar com a minha existência.

Partindo do pressuposto de que toda existência caminha inevitavelmente para a evolução, um objetivo básico da vida, válido para todos os seres, seria o de melhorar a si mesmo, desconsiderando aqui as muitas outras acepções que essa ideia pode trazer.

Uma existência encerra basicamente três possibilidades. O ser pode não cumprir seus objetivos ou cumpri-los de maneira insatisfatória, muitas vezes agravando sua situação; pode cumprir seus objetivos satisfatoriamente, não fazer mais do que sua obrigação; e pode ainda cumprir seus objetivos e fazer mais do que lhe foi proposto, ampliando de certa forma a importância prática da sua existência e acelerando seu processo evolutivo.

É uma teoria bastante geral que, para cada um, soará de maneira diferente, dependendo do seu grau de compreensão e evolução. Dependendo da sua ideia do que seja aprimorar-se. No entanto, é preciso dizer que não se trata absolutamente de aprimoramento material e, sim, espiritual. A busca pela espiritualidade, marca dessa era, passa necessariamente pelo autoconhecimento e pelo consequente aprimoramento de si mesmo.

A consciência inerente a todo ser humano nos torna seres capazes de discernir se estamos fazendo mais ou menos do que podemos. Cada um sabe sempre de si. E apenas de si.