sábado, 30 de julho de 2011

Impressões de um dia offline

Enquanto escrevo isso, apenas o meu e-mail está aberto. O gtalk, o facebook, o twitter, o msn, enfim, todas as redes sociais estão fechadas. A internet do celular, desligada desde ontem à noite.

Para quem não é um forever online, isso pode soar banal. Mas quem é sabe que existe uma compulsão pela internet, um vício: estar online. Assim como a esmagadora maioria das pessoas não consegue passar um dia sem ligar a TV, nós não ficamos um dia sem a internet.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Amizade

Não é fácil quebrar certos paradigmas, principalmente aqueles relacionados a relacionamentos, que em geral afetam diretamente o emocional.

Penso que o melhor é ser leal à Amizade, acima de tudo. Prefiro mil vezes ser um ombro amigo, ao lado do qual meus amigos podem ser eles mesmos, a ser mais uma atriz no teatro da sociedade.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Jakarta e sua teia de relações

Esses dois meses em Jakarta foram uma experiência tão surpreendentemente rica que eu fiquei sobrecarregada com a quantidade de informação para processar. Nos últimos dias, fiquei com uma coisa em mente: preciso escrever sobre Jakarta antes de sair de Jakarta, para canalizar toda essa frequência para um texto, que infelizmente nunca será suficiente para descrever e analisar a vida, mas é sempre uma maneira de organizar e sintetizar ideias, algo que adoro fazer.

A noção de experiência é diversa. Para alguns, a experiência é eminentemente visual (e fotográfica, na era digital se você não tiver mil fotos do lugar é porque você não aproveitou). Para outros, a experiência é apenas viver o cotidiano, se misturar e se dissolver no status quo da localidade. Acrescento então mais um elemento a esse conceito, a experiência psicológica. Se o mundo das ideias é onde está a realidade, esse é um tipo de experiência que não podemos deixar de considerar.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Os 25 há cinco

Eu estou tão fora de órbita mesmo com os últimos acontecimentos nas minhas vidas pessoal, espiritual, social, profissional, universal (como se desse pra separar uma da outra), que nem havia percebido que meu aniversário se aproxima.

Como é interessante e oportuna a dinamicidade da vida. O encadeamento ilusório dos acontecimentos ora parece obedecer a uma lógica universal, ora parece não obedecer a lógica alguma. E mesmo que esse encadeamento possa não existir de fato, ele é bem didático para uma autoanálise.

Seja como for, a vida flui.

quarta-feira, 16 de março de 2011

A idade adulta dos porquês

Vocês já se perguntaram por que temos tanta necessidade de perguntar? As respostas podem variar em um espectro de "pra saber", "pra ter certeza" até a clássica desculpa "só por perguntar". Entretanto, raramente observamos o quanto é ineficaz o ato de perguntar algo a alguém.

Em 40% dos casos, você já sabe a resposta, seja por dedução ou por intuição. A tão almejada resposta serve somente para você reafirmar o que já sabia ou para você ficar inquieto como se acabasse de ter descoberto o que já sabia. Parece um jogo psicológico, não? Eu só sei o que eu sei se eu ouvir de alguém o que eu sei?

sexta-feira, 4 de março de 2011

Os outdoors do autoconhecimento

O que eu faço quando me incomodo com o comportamento alheio? Condeno. Acabei de ler um texto que respondeu de maneira excelente a essa pergunta. O que é a condenação senão um ataque contra si mesmo?

Já sabemos que somos nossos maiores inimigos, dessa forma, quando atacamos o outro, quando o condenamos, não estamos fazendo mais do que acrescentar traves aos nossos olhos. Traves que vão nos impedindo progressivamente de enxergar nossas próprias falhas, exercício para o qual não há ninguém mais qualificado do que nós mesmos (cada um cuidando das suas, obviamente).